
Em um dia, quantas vezes você diz esse pequeno questionamento:
Por quê?
Esses dias, me peguei reparando como uma criança é geralmente, muito curiosa e sempre que pode, nos pergunta algo a cada minuto. Seja o motivo de estarmos cozinhando, cortando algo ou mesmo, arrumando seus próprios brinquedos.
A natureza do ser humano é essa. Ser curioso.
Essa genealogia, historicamente, vem lá do começo de tudo, aonde uma simples curiosidade fez com que Eva, cometesse o pior dos erros e que traria consequências irreparáveis a sua descendência.
I – A curiosidade não é ruim, nem boa;
II – As consequências desta, são efeitos da decisão que tomamos ao dar ouvidos à ela.
Como listei, a curiosidade não é nem ruim, mas também não é boa. Você deve estar se perguntando “Como não é ruim?” Ou “Como não é boa?”, no caso eu vou dar um exemplo.
Imagine que uma pessoa ganha uma caixinha, na qual ela é instruída a não abrir. Mas essa caixa é toda adornada e muito chamativa, e a pessoa deixa em cima da mesa, um lugar visível aos seus olhos e a cada minuto que passa, fica mais difícil dela manter sua curiosidade longe. E antes que ache isso, fácil de se controlar, se pergunte se você também não tinha algo para a manter guardado que não podia mexer e ficou tão tentado que acabou mexendo, ou algo que não queriam te contar e que você insistiu tanto, e lhe contaram.
Voltando a pessoa e a caixinha, se tiver algo bom dentro, a pessoa vai gostar, mas vai ficar com o arrependimento de ter mexido antes do tempo. E se for algo ruim, a pessoa além do arrependimento de ter aberto, vai ficar triste ou chateada por aquilo que ganhou.
Muitas vezes não sabemos o que esperar de certas coisas, mas a nossa natureza humana (vulgo curiosidade) quer muito aquilo e se não decidirmos fecharmos os olhos, vamos acabar fazendo algo que pode ser bom ou não, e trazer consequências desagradáveis.
Foi isso que Eva fez, ao ceder ao pedido da cobra para que comesse do fruto daquela árvore no Jardim do Éden. E hoje fazemos a cada momento, em que se toma decisões em que vão determinar a nossa vida, se agirmos com a curiosidade que vem da nossa natureza humana, que é levada pela sede de querer algo, acabaremos por ter erros que vamos nos arrepender em nosso futuro.
Mas se agirmos, com a sabedoria que vem de Deus, a curiosidade antes que nos levaria a errar, se torna sabedoria para dizer não as nossas vontades e também discernimento para aprender a ser curioso ao olhar para as escolhas das pessoas, já que sim, com os erros dos outros, aprendemos a não tomarmos as mesmas decisões.
Com isso, deixo esses questionamentos para uma pequena reflexão:
– Você tem sido curioso, usando a sua própria natureza, ou com a sabedoria divina?
– Se tem deixado levar, pelas palavras aparentemente atraentes, mas que conduzem ao caminho errado? (Foi isso que Eva fez)
– Sua curiosidade em saber de algo, ou fazer algo, já te trouxe consequências ruins ou boas? E se, você teve experiências ruins, conseguiu aprender com elas?





